Negociação Coletiva de Trabalho como regulamentadora do custeio sindical negocial a partir de estudos e concepções inerentes a análise econômica do direito

Negociação Coletiva de Trabalho como regulamentadora do custeio sindical negocial a partir de estudos e concepções inerentes a análise econômica do direito

ISBN: 978-65-5509-298-1 AUTOR: Almir Antônio Fabrício de Carvalho

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Sinopse

A negociação coletiva ocupa posição central no Direito contemporâneo. Ao mesmo tempo em que se consolidou como um dos principais instrumentos de regulamentação das relações laborais, passou a enfrentar novos desafios decorrentes da Reforma Trabalhista de 2017, da redefinição do papel dos sindicatos e da crescente influência da racionalidade neoliberal sobre as instituições jurídicas e sociais. É nesse cenário que esta obra se insere. Mais do que discutir o financiamento das entidades sindicais, o livro propõe uma reflexão sobre a própria função da negociação coletiva em uma sociedade marcada pela valorização do individualismo e pela progressiva redução dos espaços de atuação coletiva. A partir de uma abordagem interdisciplinar, o autor dialoga com a filosofia política, a sociologia, a economia e o Direito para demonstrar que a negociação coletiva permanece como instrumento indispensável à construção democrática das relações de trabalho e à concretização dos direitos sociais. Ao recorrer à Análise Econômica do Direito — especialmente à Teoria dos Grupos Sociais e à Teoria dos Grupos de Pressão —, a pesquisa oferece uma leitura inovadora. Em vez de reproduzir a utilização tradicional dessas categorias em favor da flexibilização dos direitos trabalhistas, propõe sua ressignificação como fundamento para o fortalecimento da autonomia coletiva e da representação sindical. Resultado de sólida pesquisa acadêmica, aliada à experiência profissional do autor na advocacia sindical, a obra apresenta uma contribuição original para um dos temas mais relevantes do Direito Coletivo do Trabalho contemporâneo. Mais do que enfrentar um problema jurídico específico, convida o leitor a refletir sobre os rumos da negociação coletiva, da liberdade sindical e da proteção coletiva do trabalho em um contexto de profundas transformações econômicas, políticas e sociais.


Número de Páginas

157


Formato

17x24


Ano de Publicação

2026


Área

Direito do Trabalho


INTRODUÇÃO - 21

1 O DIREITO COLETIVO DO TRABALHO EM UM CONTEXTO POLÍTICO-ECONÔMICO NEOLIBERAL - 31

1.1 A REFORMA TRABALHISTA E SUA RACIONAL AQUIESCÊNCIA - 33

1.1.1 O Caminho para o Neoliberalismo Global - 36

1.1.2 O Poder de Persuasão Ideológico do Neoliberalismo - 39

1.1.3 A Aquiescência como Disciplina: A Mentira da Liberdade de Escolha - 41

1.1.4 A Gestão Neoliberal - 43

1.2 A CRIAÇÃO DE UMA SOCIEDADE INDIVIDUAL E O TRABALHADOR PSEUDO EMANCIPADO: OS IMPACTOS DO INDIVIDUALISMO NAS RELAÇÕES DE TRABALHO E NA ATUAÇÃO SINDICAL - 45

1.2.1 A Criação de uma Sociedade Individual - 46

1.2.1.1 A globalização e ainfluência do poder econômico - 47

1.2.1.2 Afinanceirização da economia - 48

1.2.1.3 O cidadão sacrificial - 50

1.2.2 O Individualismo - 51

1.2.3 O Trabalhador Pseudoemancipado - 53

1.2.4 Os Efeitos do Individualismo nas Relações Laborais esuas Consequências na Atuação Sindical - 55

2 A REFORMA TRABALHISTA E SUA ASSIMETRIA COM O DIREITO COLETIVO DO TRABALHO - 59

2.1 O DESEQUILÍBRIO NA BALANÇA NA RELAÇÃO COLETIVA DO TRABALHO - 60

2.1.1 A Retração do Poder do Estado - 62

2.1.2 O Fortalecimento das Relações Individuais em Detrimento da Proteção Sindical - 65

2.1.3 A Exclusão da Proteção Sindical - 66

2.1.4 O Ataque ao Custeio Sindical - 68

2.2 A IMPORTÂNCIA DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA NA PROTEÇÃO E CONSTRUÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS - 68

2.2.1 Do Conceito de Negociação Coletiva de Trabalho - 70

2.2.2 Dos Princípios Estruturantes da Negociação Coletiva de Trabalho - 71

2.2.2.1 O princípio do não retrocesso social - 71

2.2.2.2 O princípio da adequação setorial negociada e o princípio da norma mais favorável - 73

2.2.2.3 O princípio da liberdade sindical - 74

2.2.2.4 O princípio da simetria entre os negociantes - 75

2.2.2.5 O princípio da criatividade jurídica da negociação coletiva - 76

2.2.3 Do Tratamento Internacional do Tema - 77

2.2.3.1 Das análises da Comissão de Aplicação de Normas e do Comitê de Peritos da OIT a respeito da reforma trabalhista - 79

2.2.3.2 Da Opinião Consultivo OC-27/21 da Corte Interamericana de Direitos Humanos – CIDH: Direitos à liberdade de associação, negociação coletiva e greve, relação com outros direitos e perspectiva de gênero - 81

2.2.4 Da Relevância da Negociação Coletiva de Trabalho - 82

2.3 DAS CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS – O DEFINHAMENTO FINANCEIRO DAS ENTIDADES SINDICAIS - 83

2.3.1 Das Espécies de Contribuições Sindicais - 84

2.3.1.1 Da contribuição sindical ou imposto sindical - 85

2.3.1.2 Da contribuição associativa ou mensalidade sindical - 86

2.3.1.3 Da contribuição confederativa - 87

2.3.1.4 Da contribuição assistencial - 88

2.3.2 DoTratamento Dispensando pela Reforma Trabalhista em Relação ao Custeio Sindical - 90

2.3.3 DoTratamento Internacional acerca do Custeio Sindical - 91

2.3.4 Do Definhamento Financeiro das Entidades Sindicais no Pós-reforma - 93

2.3.5 Do Julgamento da Repercussão Geral Tema 935 do Supremo Tribunal Federal - 96

3 A NEGOCIAÇÃO COLETIVA COMO REGULAMENTADOR DO CUSTEIO SINDICAL NEGOCIAL - ANÁLISE A PARTIR DA ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITOUMA ABORDAGEM PELA TEORIA DOS GRUPOS SOCIAISE E TEORIA DOS GRUPOS DE PRESSÃO - 98

3.1 A ANÁLISE ECONÔMICA DO DIREITO - 99

3.1.1 Das Escolas da Análise Econômica do Direito - 102

3.1.1.1 Da Escola de Chicago - 102

3.1.1.2 Da tendência neoinstitucionalista - 103

3.1.2. A Análise Econômica do Direito e suas Hipóteses Metodológicas - 105

3.1.3 Da Necessária Humanização da Análise Econômica do Direito - 106

3.1.4 Da Aplicabilidade da Análise Econômica do Direito na Negociação Coletiva de Trabalho - 109

3.2 DA TEORIA DOS GRUPOS SOCIAIS E A TEORIA DOS GRUPOS DE PRESSÃO - 110

3.2.1 Da Teoria dos Grupos Sociais - 112

3.2.2 Da Teoria dos Grupos de Pressão - 114

3.2.3 Da Lógica e Incoerências da Teoria dos Grupos Sociais e da Teoria dos Grupos de Pressão - 116

3.3 DA INSTRUMENTALIZAÇÃO DA ANÁLISE ECONOMICA DO DIREITO EM PROL DA COBRANÇA DO CUSTEIO SINDICAL NEGOCIAL - 117

3.3.1 O produto da Negociação Coletiva como Benefício Público - 117

3.3.2 Os Subprodutos e a Atuação Sindical - 120

3.3.3 A Atuação Sindical por meio da Negociação Coletiva e seus Benefícios Públicos – Necessária Coerção em Prol do Princípio da Solidariedade - 122

CONSIDERAÇÕES FINAIS - 127

REFERÊNCIAS - 138

ANEXO A - Reajuste, Inflação e perda ou ganho real dos Trabalhadores da SUG - 155

ANEXO B - Evolução dos empregos formais e da remuneração média na SURG - 156