Manual crítico de direito coletivo do trabalho: Teoria, estratégia jurídica e atuação profissional

Manual crítico de direito coletivo do trabalho: Teoria, estratégia jurídica e atuação profissional

ISBN: 978-65-5509-287-5 AUTOR:

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Sinopse

A ABRAT, por meio de sua Escola Superior da Advocacia, lança em virtude de seu IX Encontro de Direito Sindical, uma obra coletiva de grande relevância para o fortalecimento da luta sindical no Brasil contemporâneo. Sob a coordenação da diretora Larissa Matos e do vice-diretor Erazê Sutti, o livro reúne reflexões densas e atuais sobre os desafios enfrentados pelos sindicatos, bem como sobre seu papel fundamental na promoção da democracia, da justiça social e dos direitos fundamentais dos trabalhadores. Os artigos abordam temas estruturais, como o financiamento sindical, o acesso à justiça, a negociação coletiva, a liberdade sindical e a atuação sindical no serviço público. Destacam-se também abordagens críticas que conectam o sindicalismo a pautas interseccionais, como diversidade, inclusão, antirracismo e feminismo, evidenciando a potência transformadora de um direito sindical comprometido com os direitos humanos. A obra dialoga com questões estruturais do sistema capitalista e os impactos das políticas neoliberais sobre o sindicalismo, denunciando práticas antissindicais e analisando o papel do STF, da OIT e das instituições públicas nesse contexto. Mais que um compêndio jurídico, este livro é uma ferramenta de resistência e ação, reafirmando a centralidade do movimento sindical na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Trata-se, portanto, de uma contribuição teórica e política indispensável para profissionais da advocacia, da magistratura e do MPT, bem como para pesquisadores, dirigentes e militantes comprometidos com a defesa do trabalho digno e da organização coletiva.


Número de Páginas

525


Formato

21x29


Ano de Publicação

2026


Área

Direito do Trabalho


APRESENTAÇÃO - Presidente Elise Correia - 13

PREFÁCIO - Ministro Antonio Fabrício de Matos Gonçalves - 15

PARTE I - MANUAL - 17

Capítulo 1 – Direito Coletivo do Trabalho. Sua Origem e Fundamentos. Bases na CF/88 e em Normas Internacionais. Uso Prático Erazê Sutti - 19

1.1. Surgimento do direito social do trabalho e da OIT - 21

1.2. Direito social internacional do trabalho enquanto direito coletivo - 24

1.3. Direito coletivo do trabalho como resultado das greves - 29

1.3. Direito coletivo do trabalho como resultado das greves - 29

1.4. Gênese do direito social no Brasil – final do século XIX até a CLT - 31

1.5. Contra-ataque do Capital - 33

1.6. Repercussões práticas para advocacia sindical - 34

1.7. Repercussões práticas para advocacia sindical - 36

Capítulo 2 – Princípios do Direito Coletivo do Trabalho e sua aplicação prática - Benizete Ramos de Medeiros - 40

2.1. Liberdade sindical - 41

2.1. Liberdade sindical - 41

2.2. Unicidade sindical - 42

2.3. Princípio da paz social - 44

2.4. Autonomia coletiva - 45

2.5. Vedação ao retrocesso social coletivo - 46

2.6. Princípio da intervenção mínima do Estado - 49

Capítulo 3 – A garantia da liberdade sindical no Brasil. - Otávio Pinto e Silva - 56

3.1. Introdução - 56

3.2. As diversas dimensões da liberdade sindical - 57

3.2.1. Liberdade de associação - 37

3.2.2. Liberdade de organização - 37

3.2.3. Liberdade de administração - 59

3.2.4. Liberdade de exercício das funções - 59

3.2.5. Liberdade de filiação e desfiliação - 61

3.3. A organização sindical brasileira e a questão da liberdade sindical - 62

3.4. A liberdade sindical como garantia da autonomia privada coletiva - 64

3.4. A liberdade sindical como garantia da autonomia privada coletiva - 64

3.5. Conclusão - 64

Capítulo 4 – “CRISE DE REPRESENTATIVIDADE. Novos sujeitos coletivos ou novas formas de pulverização da classe operária?” - Felipe Meleiro Fernandes - 66

4.1. Introdução - 66

4.2. O problema da unicidade sindical brasileira - 67

4.2. O problema da unicidade sindical brasileira - 67

4.2.1. Origens e fundamentos do sistema, unicidade e a Constituição Federal - 67

4.2.2. Pluralidade Sindical. Corolário da liberdade sindical plena? Convenção 87 da OIT - 69

4.3. Uberização, plataformização, crise de enquadramento sindical e novos sujeitos coletivos, formas de ação sindical - 70

4.3.1. O Trabalhador de plataforma. Apátrida Sindical - 70

4.3.2 Novos sujeitos e formas de ação sindical. Para além do sindicato, experiências de organização - 72

4.4. Conclusão - 73

Capítulo 5 – Atos Antissindicais: identificação, prova e reação jurídica - Júlio César de Paula Guimarães Baía - 75

5.1. Conceito e tipologia dos atos antissindicais - 75

5.2. Condutas empresariais antissindicais - 78

5.3. Tutela jurídica contra práticas antissindicais - 80

5.4. Reparação individual e coletiva - 83

5.5. Produção de provas, tutela inibitória e estratégias processuais - 85

Capítulo 6 – Negociação Coletiva: fundamentos constitucionais e prática negocial - Valena Jacob - 88

6.1. Fundamentos constitucionais da negociação coletiva - 88

6.2. Negociação coletiva como direito fundamental - 91

6.3. Autonomia privada coletiva e seus limites - 94

6.4. Negociação coletiva como instrumento de justiça social - 98

6.5. Papel do(a) advogado(a) na mesa de negociação coletiva - 100

Capítulo 7 – Negociação Coletiva, Reforma Trabalhista e Atuação Contenciosa - Luan Pedro Lima da Conceição - 106

7.1. A lógica do negociado sobre o legislado - 106

7.2. Limites constitucionais à flexibilização - 106

7.3. Direitos indisponíveis e patamar civilizatório mínimo - 113

7.4. Controle constitucional da negociação coletiva - 116

7.5. Como questionar ou defender cláusulas coletivas no Judiciário - 118

Capítulo 8 – Direito de greve: estrutura jurídica e atuação prática Erazê Sutti - 125

8.1. Natureza jurídica e fundamentos constitutivos - 125

8.1.1. Apontamentos históricos da greve internacionalmente a partir do séc. XIX - 125

8.1.2. Lastro histórico da greve no Brasil para o surgimento da legislação até a CLT - 128

8.1.3. Contexto até a constituinte da CF/88 - 130

8.2. Greve como instrumento de conflito legítimo - 131

8.3. Greve política, ambiental e por condições dignas - 133

8.4. criminalização e restrições ao direito de greve - 135

8.5. Atuação da advocacia antes, durante e após o movimento grevista - 135

Capítulo 9 – Greve, Serviços Essenciais e Gestão do Conflito Rodrigo Chagas Soares - 138

9.1. Conceito jurídico e o princípio da continuidade - 139

9.2. O rol do art. 10 da lei de greve: uma lista aberta e sua interpretação judicial - 140

9.3. A greve no setor público - 144

9.4. A vedação da greve para carreiras de segurança pública - 148

9.5. Manutenção de contingente mínimo: o entendimento dos tribunais - 149

9.6. Descontos dos dias parados - 153

9.7. Dissídio Coletivo de natureza econômica para pessoa jurídica de direitos público - 155

9.8. O Tema 544 e a competência para julgas a greve de servidores públicos celetistas - 158

9.9. O abuso do direito de greve em serviços públicos essenciais: uma análise do art. 14 da Lei nº 7.783/1989 - 159

9.10. Danos decorrentes da greve: responsabilidade civil e criminal - 161

9.11. Estratégias jurídicas preventivas: evitando abusos e repressões ilegítimas - 163

9.12. Conclusão - 166

Capítulo 10 – Participação dos trabalhadores na empresa: instrumentos jurídicos. Renato Cássio Soares de Barros - 169

10.1. Fundamentos constitucionais da participação - 169

10.2. Representação no local de trabalho - 173

10.3. Democracia organizacional e diálogo social - 176

10.4. Limites e potencialidades da cogestão - 178

10.5. Implementação prática de mecanismos de participação - 181

Capítulo 11 – Direitos coletivos e tutela jurisdicional: prática processual - Ronaldo Lima Santos - 184

11.1. Direitos coletivos trabalhistas - 184

11.2. Substituição processual e legitimação sindical - 193

11.3. Tutela inibitória, estrutural e coletiva - 198

11.4. Acesso coletivo à Justiça do Trabalho - 202

11.5. Elaboração de ações coletivas, ACPs e estratégias de tutela - 208

Capítulo 12 – Direito Coletivo do Trabalho Antidiscriminatório na prática - Semírames de Cássia Lopes Leão - 211

12.1. Discriminação estrutural e ação coletiva - 211

12.2. Negociação coletiva como instrumento antidiscriminatório - 212

12.3. Gênero, raça, deficiência e diversidade no âmbito coletivo - 214

12.4. Sindicatos e promoção da igualdade - 216

12.5. Cláusulas coletivas antidiscriminatórias e atuação estratégica - 218

13.1. Meio ambiente do trabalho como direito coletivo fundamental - 224

13.2. Atuação sindical na prevenção de riscos - 225

13.3. Riscos psicossociais, assédio e saúde mental - 230

13.4. NR-1, proteção laborambiental e atuação sindical - 237

Capítulo 14 – Novas Tecnologias, plataformas digitais e advocacia - Larissa Matos - 242

14.1. Trabalho em plataformas e reconfiguração do trabalho coletivo - 242

14.2. Direito Coletivo tradicional frente às novas tecnologias - 244

14.3. Estratégias jurídicas e atuação profissional no Direito Coletivo diante das tecnologias digitais - 246

Capítulo 15 – Custeio Sindical: fundamentos, controvérsias e atuação profissional Daniel Dias Moura Sebastião José da Silva - 250

15.1. Evolução constitucional e legal do custeio sindical - 250

15.1.1. A “deforma trabalhista” de 2017: estratégia da asfixia financeira - 250

15.1.2. Assimetria de origem: o Estado como instrumento do Patronato - 251

15.2. Contribuição sindical, associativa, confederativa e assistencial - 252

15.2.1. Da contribuição sindical “stricto sensu” - 253

15.2.2. Distinção entre contribuição sindical e a contribuição confederativa - 255

15.2.3. Distinção entre contribuição sindical e a contribuição assistencial - 255

15.2.4. Distinção entre a contribuição sindical e a contribuição associativa (ou mensalidade sindical) - 256

15.3. Contribuição assistencial para não filiados após o STF (ARE 1.018.459) - 256

15.3.1. A ficção do “Direito de Oposição”. - 257

15.3.2. O Problema do “Caroneiro” e o enriquecimento sem causa - 258

15.4. Negociação coletiva e financiamento democrático - 259

15.4.1. Validade da norma coletiva que fixa contribuição aos não associados - 260

15.5. Meios de Cobrança, Execução e Impugnação e posição do Judiciário trabalhista - 261

15.6. Estratégias jurídicas para fortalecimento institucional - 262

15.7. Conclusão - 263

Capítulo 16 – Convenções Internacionais e Controle de Convencionalidade na Prática. Fundamentos Normativos, Aplicação e Estratégias Jurídicas à Luz das Normas Internacionais do Trabalho e da Opinião Consultiva n.º 27/2021 da CIDH - Sandro Lunard Nicoladel - 264

16.1. Sistema internacional de proteção laboral - 264

16.2. Convenções da OIT e sua hierarquia no ordenamento brasileiro - 267

16.3. Controle de convencionalidade e atuação sindical - 269

16.4. Aplicação prática das normas internacionais em negociações coletivas - 272

16.5. Estratégias jurídicas com base em tratados internacionais - 274

16.6. Liberdade sindical na perspectiva regional: fundamentos normativos e aplicação prática à luz da Opinião Consultiva no. 27/2021 da Corte IDH - 275

16.7. Síntese Conclusiva - 277

Capítulo 17 – Problemas Relevantes da Advocacia Sindical na Prática - Fábio Moreira Santos - 281

17.1. Crise organizativa e impactos na atuação profissional - 282

17.2. Dificuldades probatórias em representatividade e base - 284

17.3. Judicialização estrutural: contribuições, ultratividade, proteções coletivas - 285

17.4. Atuação sob ambientes de repressão econômica e institucional - 286

17.5. Barreiras de comunicação e acesso à categoria - 287

17.6. Estratégias de fortalecimento da advocacia sindical - 288

17.7. Conclusões - 289

Capítulo 18 – O Sindicato e os sentimentos do(as) trabalhadores(as) - Márcio Tulio Viana - 291

18.1. Uma breve explicação - 291

18.2. Do passado ao futuro - 291

18.3. Breves palavras sobre um pacto e a sua crise - 294

18.4. O sindicato e a contradição que o fez nascer - 296

18.5. A emersão do pós moderno - 297

18.6. Alguns elementos pós modernos - 298

18.7. Viver o presente - 298

18.8. Emoções e ideologia - 300

18.9. O novo e o sindicato - 301

18.10. O precário e o volúvel - 302

18.11. O heterogêneo - 304

18.12. Aceleração e performances - 306

18.13. Do espetáculo ao olho vivo - 307

18.14. Misturas, colagens, fantasias - 309

18.15. Corpos e identidades - 311

18.16. Empoderar-se, participar - 312

18.17. Liberdade, igualdade e poder diretivo - 313

18.18. Um mundo conectado - 317

18.19. Uma breve conclusão - 318

PARTE II – ARTIGOS CRÍTICOS - 320

A boa-fé na negociação coletiva e o requisito do comum acordo para o ajuizamento dos dissídios coletivos: uma análise da tese fixada pelo TST. - Felipe Prata Mendes - 323

Desafios Sindicais em Tempos de Plataformização do Trabalho” - Regiane Pereira Silva da Cunha - 332

Negociação Coletiva na Gestão Algorítmica por sistemas de IA - Atahualpa Blanche - 350

Ativismo “hermenêutico” judicial: crítica ao neopragmatismo econômico do STF nos julgamentos em matéria sindical - Jonadabe Laurindo - 364

A substituição processual sindical e a tutela coletiva de direitos mecanismos de obtenção de documentos - Sandro Lunard Nicoladeli, Lays Victória Guarnieri da Silva - 373

A substituição processual sindical e a tutela coletiva de direitos mecanismos de obtenção de documentos - Sandro Lunard Nicoladeli, Lays Victória Guarnieri da Silva - 373

O diálogo social na regulação dos contratos de trabalho no futebol internacional - Leonardo Andreotti Paulo de Oliveira - 390

A ABRAT como amicus curiae no IRDR que trata do direito de oposição à contribuição negocial - Roberto Parahyba - 399

Limites da autonomia negocial coletiva e o tema 1046 do STF - Raimundo Simão de Melo - 409

Negociação coletiva e reforma trabalhista: crítica ao negociado sobre o legislado a partir da encruzilhada de gênero-raça-classe na análise das convenções coletivas do SINDILIMPEZA (2014-2024) - Helena Pontes dos Santos - 419

Atuação Sindical na Era da Inteligência Artificial e os desafios para a proteção dos direitos dos trabalhadores - Liliam Regina Pascini - 440

O cerco à negociação coletiva: livre negociação no Brasil - Humberto Macial Fonseca, Victor Sousa Barros Marcial e Fraga - 455

Capitalismo, sistemas de proteção social integradores e o papel das decisões judiciais - Magda Barros Biavaschi - 467

Negociação coletiva sob pressão: reformas legislativas e precarização do trabalho à luz da facticidade e validade e da teoria do agir comunicativo em Habermas - Flávio Cardoso Roesberg Mendes, José Roberto Amaral Cardoso - 488

Pensando o processo coletivo do trabalho à luz do processo transversal - Rodolfo Gomes Amadeo - 503

Reformas trabalhistas em perspectiva comparada: transnacionalização da flexibilização e reconfiguração da ação sindical - Hugo Cavalcanti Melo Filho - 511

Coordenação: Elise Correia, Larissa Matos, Erazê Sutti